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Baixa autoestima
A pesquisadora Brené Brown destaca que o sentimento de pertencimento e de valor
pessoal é um dos pilares do desenvolvimento emocional saudável. Crianças e adolescentes
que acreditam que precisam ser perfeitos, agradar constantemente os outros ou corresponder
a expectativas irreais podem desenvolver sentimentos de inadequação e baixa autoestima.
Alguns sinais merecem atenção: autocrítica excessiva, medo intenso de errar, necessidade
constante de aprovação, dificuldade em reconhecer qualidades pessoais, comparação frequente
com outras pessoas, evitação de desafios por medo do fracasso ou de comentários depreciativos sobre si mesmo.
Brené Brown nos lembra que o oposto da vergonha não é a perfeição, mas a conexão.
Essa observação também é importante para os adultos. Pais e cuidadores que vivem sob
forte autocrítica de performance ou que sentem que nunca são suficientemente bons podem,
sem perceber, transmitir aos filhos mensagens semelhantes e inspiram cuidados. Cuidar da
própria autoestima é também uma forma de promover um ambiente emocional mais seguro para
o desenvolvimento das crianças e jovens.
Podemos aqui nos referir à metáfora da máscara de oxigênio nos momentos de crises aéreas,
precisamos primeiro colocá-la em nós, para em seguida cuidar do outro.
Para Brené Brown, pesquisadora da vulnerabilidade, vergonha, coragem e pertencimento
e professora da Universidade de Houston; uma ideia central é:
“Crianças e adolescentes precisam sentir que são valorizados por quem são, e não pelo que conseguem fazer.”
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